08/06/2009

Um pequeno resumo das férias*

Minhas férias começaram em Bambuí. Prestei concurso onde tinha uma vaga e fiquei em 2º lugar. Bebi 2 caixas de cerveja e uma garrafa cachaça em um sábado com amigos e primo. Ouvi causos e ri até passar mal.
Arrumei até briga porque conversava com um menina que havia ficado, mas que agora tinha namorado. Também deixei de dar atenção a quem não merecia. Minha vida precisa tomar um rumo novo em certos aspectos e pra isso a gente nem sempre marca data. E eu de forma alguma ia esperar o ano novo pra fazer qualquer tipo de promessa. E estou feliz! Página virada então vamos ao próximo assunto.
Vi o Palmeiras encostar nos líderes em um bar onde eu era o único palmeirense! Não importo de ser minoria, na verdade eu até gosto, mas sozinho não tem graça ficar gritando. Nessa semana pegamos os dois favoritos ao título. São Paulo e Cruzeiro favoritos ao título? Como diz um amigo meu, a bicharada vai dominar o mundo...
Indo pra BH, fui para a uma festinha e tive uma grande surpresa! Encontrei o meu amigo André, que eu não via há quase 10 anos! Ele até comentou que leu aqui no blog quando comentei sobre uma das corridas mais brilhantes de Ayrton Senna, que assisti na casa dele, em Medeiros. Então ele me chamou para ir ao Mineirão no dia seguinte. Fui e não dei muita sorte ao Cruzeiro. Mas quer saber? Eles não estavam lá muito preocupados com a Sul-Americana.
A coisa que mais gostava de fazer era ficar nas livrarias. Gente de todo tipo ficavam nela. Um ambiente cosmopolita e cult que eu sinto falta em Uberaba. Na saída de uma delas, ouvi duas garotas conversando em outra língua. “Doch”, “lesen”, “nein”... É alemão! Alemão é uma língua maravilhosa. Falada por duas lindas nativas, ficou mais ainda! Mas a anta aqui parou de estudar alemão achando que não seria necessário em um curto prazo de tempo. Como entender uma língua que além de eu saber menos de 100 palavras e ainda por cima uma estrutura de frases complicadíssimas, onde até os verbos podem ser separados? Me ferrei...
Muita gente perguntou o que minha foto estava fazendo no
Jornal da Manhã, sendo que eu não estava na cidade. Foto de arquivo dãããã. Estava com o cabelo curto e nenhum dos 6 kg que ganhei nestas férias. De qualquer forma, a matéria marca minha volta ao cenário político da cidade, pelo menos por enquanto. A matéria era em relação ao fato de o STF ter aceitado a denúncia contra Anderson Adauto e José Luiz Alves no caso do mensalão.
Fui sexta à noite à Status um bar-livraria, ou livraria-bar, sei lá. Lá tinha Heineken com o mesmo preço de uma Brahma e chopp Backer mais barato que chopp Antarctica em Uberaba. No entanto, porém, contudo, todavia, o couvert artístico era R$ 7,00. Foda-se. Lá tocava uma banda de funk. E eles deixaram claro: funk de verdade, e não o funk carioca, segundo eles conhecido também como batidão. E deixo o link para o site deles. O nome da banda é
PoiZé. Minha prima me apresentou o lado pervertido de Carlos Drummond de Andrade. Eu não conhecia o livro “O Amor Natural” lançado bem depois de sua morte (1992, pra ser mais exato), que é composto por poemas eróticos. Dei este livro de presente a ela e resolvi abrir em uma página aleatoriamente, como se faz com aqueles livrinhos de auto-ajuda e saiu essa:

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

Isso só me fez aumentar a admiração por Drummond. E por pessoas que gostam de Drummond também!
Sábado! Não consegui ingresso para o show do Teatro Mágico, mas vi palhaços no Pátio Savassi, onde fiz minha visita à Leitura. Nos últimos dias eu já tava imaginando a volta. Na falta que me fazem algumas pessoas. Só nisso que eu conseguia pensar.
Duas baixas: meu DVD do Teatro Mágico, que ficou em Bambuí, e meus óculos, que pela minha reconstituição deve ter ficado na rodoviária de Araxá. Tudo bem, preciso fazer uma consulta urgentemente e aquela armação estava toda torta já não servia mais.

*Post publicado em setembro de 2007. Muitos links que deixei nesse post se perderam. Não sou fã mais d'O Teatro Mágico e não aperfeiçoei meu alemão. O caso "Mensalão" ainda não foi julgado e não tenho fé que saia algo que preste. O ato de tomar Heineken já está vulgarizado até em Uberaba. Hoje tenho uma banda que faz um som parecido com o PoiZé e conheci outras pessoas bem interessantes que gostam de Drummond. E estou morrendo de vontade de voltar para Bambuí e BH esse ano. Dessa vez, para visitar a maior quantidade de butecos possíveis.

3 Comentário(s) - Comenta aí:

Fernando do Bambuí kkkkk disse...

Comentei nehh!!!

Quando eu crescer vou tirar umas ferias assim!! kkk

Foi tanta cachaça nessas ferias q c num comentou de algumas partes, por exemplo o 'tripitise" da "tontinha" no uteco..abafa né?


Falouu!!

Gabriel Mendes disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah nem! Sempre que eu bloqueio aquilo da minha memória vc faz o favor de me lembrar daquela cena macabra e sórdida! Mas beleza. Daqui a pouco tem update ou uma nova parte desse post e falo sobre o tripitise. Argh!!!!!!

Vitor disse...

e ai tamara??????

kkkkkkk